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Mais de 16.000 pessoas desapareceram no Triângulo do Alasca

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A menos que você tenha vivido sob uma rocha toda a sua vida, sem dúvida já ouviu falar do Triângulo das Bermudas, uma área mística do Oceano Atlântico entre Porto Rico, Miami e Bermudas. Dezenas de navios e aeronaves desapareceram por lá sem nenhuma explicação.

Mais de 16.000 pessoas desapareceram no Triângulo do Alasca
Os pontos vermelhos denotam os vértices do Triângulo do Alasca. Crédito: www.yourtango.com

Mas o Triângulo das Bermudas não é a única vasta localização geológica atormentada por desaparecimentos misteriosos. Outro lugar onde muitas pessoas parecem ter simplesmente desaparecido no ar é o Triângulo do Alasca.

O que é o Triângulo do Alasca?

O Triângulo do Alasca é uma faixa de terra com uma área de 82.000 quilômetros quadrados localizada entre Utqiagvik, Anchorage e Juneau, no Alasca.

Nele está contida uma variedade de terrenos acidentados, como vastas florestas, tundra congelada e montanhas geladas, tornando extremamente difícil a navegação.

Desde 1988, mais de 16.000 pessoas desapareceram sem deixar rastros ao viajarem pela área.

As pessoas desaparecem lá a uma taxa de 4 em cada 1.000 viajantes. Isso é mais que o dobro da média nacional dos EUA. O número total de pessoas que nunca foram encontradas é ainda maior.

A disparidade nos dados indica que há algo mais sinistro do que simplesmente pessoas se perdendo. O desaparecimento mais notável é o do líder da maioria na Câmara, Hale Boggs.

Em outubro de 1972, a aeronave particular de Boggs desapareceu devido ao mau tempo durante uma viagem entre Anchorage e Juneau. Ele estava em uma viagem de campanha com o deputado Nick Begich, seu assessor Russell Brown e o piloto.

O que se seguiu foi a maior operação de busca e salvamento da história dos Estados Unidos (na época), cobrindo 840.000 quilômetros quadrados.

A busca envolveu 40 aeronaves militares, 50 aviões civis e exigiu 3.600 horas de busca. Durou 39 dias, mas não teve sucesso.

As Teorias do Triângulo do Alasca

O desaparecimento de Boggs, juntamente com a longa história de desaparecimentos na área, criou a necessidade de respostas. Isso levou a várias teorias sobre o que exatamente está causando as perdas.

Aqui estão algumas das razões pelas quais as pessoas se perdem e nunca são recuperadas no Triângulo do Alasca.

Atividade Extraterrestre

A teoria alienígena é baseada em um relatório de 1986 submetido à Federal Aviation Administration (FAA).

O voo 1628 da Japanese Airlines afirmou ter encontrado três objetos voadores não identificados. Inicialmente, o piloto diz que a tripulação pensou que as aeronaves eram militares, então as ignoraram. Mas eles logo perceberam que os objetos voadores os acompanhavam e faziam movimentos erráticos.

Por quase uma hora, o voo foi seguido, com a estranha aeronave emitindo rajadas de luz brilhante e ofuscante. Essas alegações foram validadas por radares militares e civis.

Em Fairbanks, no Alasca, foram capturadas imagens da estranha luz do norte refletindo no céu. Os avistamentos podem provar que de fato existem outras forças em jogo no Triângulo do Alasca.

Vórtices de energia

Outra explicação para o desaparecimento de pessoas no Triângulo do Alasca é a presença de enormes vórtices giratórios de energia. Acredita-se que esses campos de energia afetem a maneira como os humanos se sentem e pensam com base em como eles giram.

A ideia é que um vórtice movendo-se no sentido horário gera energia positiva, enquanto um movimento anti-horário traz negatividade e confusão. Esses campos de energia foram confirmados por meio de leituras eletrônicas.

No Alasca, as irregularidades magnéticas têm maior intensidade. Na verdade, as bússolas foram desviadas em até 30 graus, supostamente. Voluntários que vasculharam a área descreveram sintomas como desorientação e ouvir coisas que não existem.

A lenda nativa americana do Kushtaka

A lenda dos Kushtaka, uma misteriosa raça de gigantes como o Pé Grande, é sobre criptídeos que podem mudar de forma e são relegados a perseguirem pessoas na vastidão do Alasca.

Se a lenda sobre um misterioso grupo de gigantes for verdadeira, as criaturas, que aparentemente se assemelham a lontras, aparecem quando viajantes são feridos sob o pretexto de ser um amigo ou parente em quem confiam.

Diz a lenda que, uma vez que eles ganham seu favor, os Kushtaka o levam ainda mais longe no deserto e, eventualmente, o destroem para que você seja ‘reencarnado’ como um Kushtaka.

Pirâmides e Portais

A próxima teoria é baseada na especulação de que existem pirâmides dentro do Triângulo do Alasca.

Em uma série do Travel Channel chamada ‘The Alaska Triangle‘, um episódio intitulado ‘The Dark Pyramid and Violent Nature‘ sugere que o governo está escondendo uma pirâmide extraterrestre que atua como um portal para outros universos e planetas.

Se você acredita nessa explicação, então as pessoas não estão realmente desaparecendo. Elas viajam para um lugar diferente fora do nosso próprio universo.

Uma explicação lógica

Embora muitas ideias sejam lançadas sobre porque as pessoas desaparecem no Triângulo do Alasca, uma explicação simples pode provar que um monstro mítico nativo americano não está assombrando a floresta e tornando as pessoas parte de sua família.

A área é coberta por enormes geleiras que têm uma camada superior muito frágil. Elas são propensas a fraturar sem motivo algum e têm fendas profundas chamadas moulins que podem se estender por quilômetros.

Acredita-se que os desaparecidos e até aeronaves caíram nessas aberturas e lá ficaram. Mas com o aquecimento global, as geleiras estão derretendo, estimulando a descoberta de pessoas e objetos há muito perdidos.

(Fonte)


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